Posts de Setembro, 2008

Centro histórico de Porto Nacional é tombado

30 - Setembro - 2008

A cidade de Porto Nacional, no interior do estado de Tocantins, já recebeu a notificação do tombamento de seu centro histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em fins de agosto. Agora falta apenas sua homologação pelo Ministério da Cultura. A área reúne aproximadamente 250 edificações.

A origem do município – localizado no centro do estado – remonta ao Ciclo do Ouro, no século XVIII. Chamada então de Porto Real, a cidade abrigava instituições da metrópole portuguesa responsáveis pela cobrança de impostos sobre a extração do ouro. Durante a época do império, a cidade passou a se chamar Porto Imperial e, na república, Porto Nacional.

Os estudos que fundamentam o pedido de tombamento foram feitos por meio de uma parceria entre o município, a Fundação Cultural do Estado, e a Superintendência Regional do Iphan. O tombamento impulsionou o processo de restauro da região. A Prefeitura Municipal declarou que pretende, nos próximos anos, investir pesado em obras para aumentar o potencial turístico da região.

SP inaugura museu interativo dedicado à história do futebol

30 - Setembro - 2008

A cidade de São Paulo ganha nesta segunda-feira o Museu do Futebol, montado sob as arquibancadas da entrada principal do estádio do Pacaembu, na zona oeste da cidade. O museu é interativo e promete levar os visitantes a uma viagem inesquecível que conta a história do esporte mais popular do país. A abertura para o público acontece nesta terça, ás 10h, com ingressos a R$ 6,00. O Museu do Futebol funcionará apenas nos dias em que não houver jogos no estádio, para evitar qualquer tipo de confusão.

O local tem 6.900 m² e abrigará tanto a história do futebol brasileiro como a evolução do país em outros aspectos.

- O museu não se restringirá aos acontecimentos dentro das quatro linhas. Mostrará também o que aconteceu na cultura e na política do Brasil e do mundo – diz o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto.

A instituição foi a principal parceira do projeto, que teve a iniciativa da prefeitura paulistana e do governo do estado.

Dentro do museu, que deve virar atração turística na cidade, haverá ainda o Auditório Armando Nogueira, com capacidade para 180 lugares, a sala de exposições temporárias Osmar Santos, o bar O Torcedor, uma loja com artigos esportivos e lembranças do local.

O museu será dividido em três setores principais. O torcedor começa a viagem pela área da emoção, passeia por momentos históricos e finaliza a trajetória no eixo da diversão. Em todos eles, há a fusão entre a modernidade e a nostalgia. Logo na entrada, os visitantes vão se deparar com imensos painéis com fotos ampliadas de objetos de torcedores que remetem ao futebol, como bonecos, flâmulas, chaveiros, botões de equipes e ingressos.

Outra parte do museu que chama a atenção é a sala dos Anjos Barrocos, com imagens de craques projetadas em telas, como se eles estivessem voando. No segundo andar, o torcedor revê a história do futebol desde o final do século XIX até a Copa da Alemanha, em 2006. Na última seção, todos poderão viver um dia de craque participando de jogos interativos.

Depois de conhecer a história do futebol brasileiro, o torcedor poderá mostrar suas habilidades e até medir a potência do seu chute. Nesse último setor estarão disponíveis diversos tipos de jogos e brincadeiras.

Em um deles, que se chama Chute a Gol, o visitante fará uma cobrança de pênalti. Sensores medirão a velocidade do chute. Além disso, o torcedor será fotografado e poderá ver sua imagem no site do museu. Os que não quiserem se arriscar com a bola nos pés, mas acham que entendem tudo de tática, poderão testar diversas formações nas mesas de pebolim instaladas no primeiro andar.

No mesmo local haverá uma pequena arquibancada onde os torcedores poderão ver um filme em terceira dimensão de seis minutos com Ronaldinho Gaúcho. A primeira imagem do jogador é apenas um esqueleto virtual que, aos poucos, vai se transformando no atacante.

Fonte: O Globo

Prédio histórico é reaberto no centro de São Paulo

30 - Setembro - 2008
Foto geral da agencia matriz da Nossa Caixa em fase final de preparação para inauguração e reabertura ao publico,a agencia de numero 0001 e fica na rua XV de Novembro,zona central. FOTO SERGIO CASTRO/ AE

Foto geral da agencia matriz da Nossa Caixa em fase final de preparação para inauguração e reabertura ao publico,a agencia de numero 0001 e fica na rua XV de Novembro,zona central. FOTO SERGIO CASTRO/ AE

Por oito meses, o bancário Dagoberto Duzze Domingos andou 200 metros a mais para chegar ao trabalho. A partir de hoje, ele e os outros 53 funcionários da agência matriz da Nossa Caixa – instalados desde 14 de janeiro numa filial vizinha – voltam ao histórico edifício sede, no número 111 da Rua 15 de Novembro. E os paulistanos poderão, além de conferir os detalhes da reforma de R$ 1,9 milhão que durou até a semana passada, observar o painel de 14,5 metros por 1,4 metro com fotos antigas do centro da cidade que o departamento de marketing do banco mandou instalar numa das paredes para celebrar a reabertura. “Lá é diferente. O espaço é bem mais amplo”, comenta Domingos.

Projetado pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, Severo Villares e Companhia, o edifício começou a ser construído em 1941, para o Instituto Brasileiro do Café. Com a 2ª Guerra Mundial, o dinheiro minguou e as obras se arrastaram, com sucessivas interrupções, por uma década inteira. Só em 1951 os trabalhos recomeçam a todo vapor e o prédio ficou pronto.

O artista plástico italiano Gaetano Miani foi contratado pelo instituto e deixou quatro obras ali: A Conquista Tomada do Tosão de Ouro, um afresco de 2,67 por 8,30 metros; Bandeirantes, pintura em cerâmica azul e ouro de 4 por 4 metros; Riquezas do Brasil, pintura em esmalte sobre cobre composta por seis figuras, cada uma com 1 por 0,8 metro; e Brasil Dá Café ao Mundo, escultura em cerâmica revestida de cobre. Destas, apenas a última não fica em exposição na agência reaberta hoje.

Quando o banco comprou o prédio, em 1956, incorporou a seu acervo cultural as obras de Miani. O próprio artista plástico foi chamado, em 2004, para restaurar suas criações.

Tombado no ano passado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), o edifício passou nos últimos meses pela maior reforma de sua história. Degradados pelo tempo, os caixilhos tiveram a cor verde original recuperada e as ferragens em latão da porta de vidro principal polidas. O piso, de granito, e as paredes e pilares, de mármore, também foram restaurados, mantendo as tonalidades originais e os desenhos dos veios das pedras.

Os três pisos da agência – um total de 1,5 mil metros quadrados – passaram pelo processo. Todas as instalações hidráulicas e elétricas foram modernizadas. “Nossa preocupação era preservar a estrutura, de alto valor histórico, e, ao mesmo tempo, melhorar o conforto das pessoas que circulam pela agência. Além de aumentar o nível de iluminação, que era muito baixo”, explica o arquiteto Paulo Yokomizo, que concebeu o projeto há quase três anos. “O prédio estava muito defasado. Nunca havia passado por uma reforma completa assim.”

Fonte: Estadão

Museu caseiro guarda história de games

30 - Setembro - 2008

Na contramão da febre pelos consoles da nova geração, como PlayStation 3, Nintendo Wii e Xbox 360, alguns nostálgicos se dedicam a manter viva a memória dos games clássicos, que fizeram a cabeça dos jovens nas décadas de 70 e 80. O administrador de empresas Marcelo Tavares, 29, que há 22 anos é fanático por jogos eletrônicos, ostenta uma coleção com 203 consoles, cerca de 3.000 jogos e mais de cem acessórios.

São aparelhos como o Telejogo, o Odyssey e o Atari, considerados hoje peças de museu. Segundo ele, mais do que um hábito infanto-juvenil, os games são opção de lazer em todas as idades.

“As crianças que jogavam no passado envelheceram, mas não perderam o hábito. Tenho vários amigos que gostam de jogar após a jornada de trabalho para relaxar um pouco”, afirma.

Gente muito doida

O museu caseiro de Marcelo tem ainda consoles portáteis, máquinas de fliperama, consoles raros que vinham acoplados a TVs e peças importadas dos Estados Unidos e do Japão –”coisa de gente muito doida”.

Para o administrador, que compartilha a paixão pelos games com o filho Fernando, 7, só há uma forma de conservar os aparelhos: testando-os. “Jogo umas três horas por dia. E, apesar de achar que estamos numa geração de muito boa qualidade, procuro reservar a metade do tempo para os aparelhos antigos, que ainda têm seu charme”, diz ele.

Já o empresário curitibano Antonio Borba, 34, preferiu focar mais seus esforços. É dono da maior coleção de Atari do país, segundo o “RankBrasil” (livro dos recordes brasileiros, www.rankbrasil.com.br). O acervo conta hoje com 41 consoles e 1.673 cartuchos do videogame. São 37 Atari 2600, dois Atari 5200 e dois Atari 7800. “Comecei há aproximadamente cinco anos, com o objetivo de relembrar os tempos de infância e adolescência. Comprei um console, alguns cartuchos e logo me vi colecionando para valer.”

Na sala especialmente projetada para guardar os videogames, Antonio instalou um sistema de controle de umidade e temperatura, com o propósito de não danificar os componentes. Para conferir a coleção de Borba, basta acessar tombrazil.magicwebdesign.com.br.

Outro site útil para interessados na história dos videogames é o www.classicgaming.com.br, mantido há dez anos pelo analista de sistemas Norian Munhoz Junior, 35. Na página, apreciadores de games podem encontrar fotos e informações de todas as gerações dos aparelhos. Há também dados sobre a coleção de Norian, atualmente com cerca de 130 consoles, 400 acessórios e 2.900 jogos, e um link para o Clube Canal 3 –grupo on-line que reúne aproximadamente 60 pessoas para trocar idéias, experiências e jogos.

Quem quiser participar do grupo deve enviar uma mensagem em branco para canal-3-subscribe@yahoogrupos.com.br e aguardar instruções por e-mail.

Velho design

Games de hoje, como Grand Theft Auto, ganham design vintage, inspirado no Atari; confira no Minus World; www.the-minusworld.com/2008/09/16/atari-modern-classics

Fonte: Folha online

Três não é demais

29 - Setembro - 2008

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou no último dia 12 o tombamento de três patrimônios históricos no Piauí, tornando-o o primeiro estado a receber uma ação integrada do tipo. A medida afetará principalmente Parnaíba, cidade muito conhecida pela foz e dunas de seu rio principal. Teresina também será beneficiada, com o arrolamento da ponte João Luis Ferreira e da Floresta Fóssil.

Em Parnaíba, o tombamento inclui o centro histórico, seu entorno e um trecho do Rio Igaraçu, garantindo a proteção e revitalização de bens tanto do período colonial quanto dos séculos XIX e XX. Entre eles, está a Casa Inglesa. Sede de importantes atividades econômicas durante o ciclo da carnaúba, o prédio abriga importantes registros sobre as finanças do Piauí entre 1854 e os anos 1960.

A inclusão dos documentos na lista de patrimônios resguardados pelo Iphan é comemorada por Ingrid Clark, responsável pela Casa Inglesa. “Algumas pessoas acham que o tombamento faz os imóveis perderem valor. Ao contrário, ele agrega importância. É uma vitória para Parnaíba”, diz.

Segundo ela, a decisão veio em um momento importante, pois “ainda que a maioria dos patrimônios esteja em razoável estado de conservação, outros estão em situação alarmente, como o casarão Simplício Dias, que foi desapropriado”. Membro do Instituto Histórico de Parnaíba, Cosme Costa tem a mesma opinião. Ele afirma que, em 20 anos, cerca de 50 imóveis históricos foram derrubados para dar lugar a construções mais modernas e credita a destruição à ações de empresários.

A Floresta Fóssil é um sítio arqueológico único na América Latina, situado no perímetro urbano de Teresina. O tombamento irá preservar seu acervo geológico, que conta com plantas de aproximadamente 200 milhões de anos. Já a ponte metálica João Luis Ferreira é uma obra de engenharia ferroviária tida como um dos símbolos da capital do Piauí. Ela possui aparência semelhante à ponte de Blumenau, no Sul, mas com uma estrutura diferente.

O tombamento é um dispositivo que garante a preservação de locais importantes para a cultura do país. Todas as intervenções em áreas preservadas através deste instrumento devem ter a autorização do Iphan, sendo sua responsabilidade evitar a descaracterização do local. A partir deste reconhecimento, o poder público deve se empenhar em realizar a manutenção dos locais tombados por meio de ações diversas.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

Livro conta a história de Bonfim

29 - Setembro - 2008

Histórias, lendas, tradições e personagens marcantes. Os moradores do Médio Paraopeba ganharam uma publicação com a memória da cidade de Bonfim, Região Central, a 82 quilômetros de Belo Horizonte. Para resgatar os fatos que marcaram o município desde a chegada do bandeirante Manoel Teixeira Sobreira, em 1675, data de fundação do arraial, o ouvidor-geral do estado e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins, lançou ontem o livro Cidades do Bonfim: apontamentos históricos e notas de vida de bonfinenses ilustres.

No auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, no Bairro Barro Preto, Região Centro-Sul, do qual é membro, o autor recebeu amigos e contou pontos interessantes das 339 páginas do livro, como a curiosidade de que a cidade tinha 192 quilômetros quadrados e a integravam distritos emancipados no século passado, entre eles Brumadinho, Moeda, Rio Manso, Itaguara e Mateus Leme. Segundo ele, para concluir a pesquisa foram necessários mais de 20 anos. “Pesquisar história no Brasil é tarefa árdua. A mais nobre lembrança nos conduz à nossa terra de nascimento, por isso a escolha de Bonfim”, afirma.

Além de dados sobre a história de Bonfim, o livro faz homenagem a pessoas ilustres nascidas na cidade, como professor José Baeta Vianna e Aristides Campos, ex-governador do Espírito Santo na década de 1940. Conta ainda a criação da tradicional festa do carnaval a cavalo. Nos domingos anteriores às festividades, cavaleiros andam pela praça vestidos com roupas velhas e rasgadas, penico na cabeça, cavalos lerdos e velhos para anunciar a chegada do carnaval. À noite do sábado é a vez do desfile do Zé Pereira, cavaleiro que usa um colchão amarrado ao corpo para representar um rapaz gordo. Acompanhado de dois homens vestidos de mulher, ele segue até a Praça da Matriz, enquanto o povo grita a marcha Viva o Zé Pereira/Na noite do carnaval/de tanto comer banana/morreu de caganeira. Em seguida, as escolas de samba dão início ao desfile.

Fonte: UAI

A História de volta à berlinda

29 - Setembro - 2008

Entre os principais dilemas enfrentados por historiadores está a configuração da história enquanto disciplina, que envolve impasses relacionados à metodologia de análise, de documentação, registro e outros aspectos da construção historiográfica. É sobre essas questões que se debruça o professor Manoel Luiz Salgado, do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no livro “Estudos sobre a escrita da história”. Organizada pelo professor, a obra reúne trabalhos de renomados historiadores brasileiros, constituindo fonte importante aos interessados em novas propostas para historiografia contemporânea.

O lançamento, seguido de conversa com o organizador, será realizado hoje, na Casa da Associação Nacional de História (Anpuh), da qual Salgado também é presidente. O evento é uma realização do Mestrado em História Social da UFC e da Secretaria do XXV Simpósio Nacional de História, que ocorrerá em julho de 2009, em Fortaleza.

Para compor o livro foram reunidos os autores Carlos Fico, Durval Muniz de Albuquerque Junior, Lucia Maria Paschoal Guimarães, Taise Tatiana Quadros da Silva, François Hartog, Marieta de Moraes Ferreira, Fernando Nicolazzi, Temistocles Cezar, Fernando J. Devoto, Maria da Gloria de Oliveira, Rodrigo Turin e Francisco José Alves, além do próprio Salgado.

Manoel Salgado possui doutorado em História pela Freie Universitat Berlin (1987) e pós-doutorado pela Ecole des Hautes Étuides en Sciences Sociales (2000). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência na área de História com ênfase em Teoria e Filosofia da história, atuando principalmente nos seguintes temas: Anisio Teixeira, Brasil-Império, Educação, História da Educação, Historiografia e Nação.

Fonte: Diário do Nordeste

Light e PUC juntas para resgatar e preservar a história do Rio

28 - Setembro - 2008

A Light e a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC/RJ) celebraram no dia 26 de setembro (sexta-feira), na reitoria da universidade, protocolo de intenções para o desenvolvimento de ações de cunho acadêmico, cultural e turístico de resgate e preservação da história da cidade e do estado do Rio de Janeiro. O protocolo, de acordo com o diretor da Light Mozart Vitor Serra oficializa e ordena iniciativas que há algum tempo vêm sendo desenvolvidas pela empresa com o apoio da PUC.

Dois exemplos citados por Mozart foram o I Congresso de História das Cidades do Vale do Paraíba Fluminense, que aconteceu em junho passado, no município de Vassouras, e o Curso de História Urbana da Cidade do Rio de Janeiro, realizado em setembro de 2007, no Centro Cultural Light. Ambas as ações, patrocinadas pela Light, tiveram o apoio do Departamento de História da PUC.

Do protocolo assinado hoje já começaram a nascer dois novos projetos: a publicação de um livro sobre Machado de Assis e os bondes, e um seminário sobre a história urbana do Rio.”A Light não só participou intensamente da história do Rio de Janeiro e do Brasil como, em muitos aspectos e momentos, fez essa história. Temos, portanto, o dever de resgatá-la e preservá-la”, acrescenta Mozart.

“A Light tem muito a ver com a história e a memória da cidade. E a PUC gostaria muito de contribuir para a pesquisa e entendimento desta história. O bom deste acordo é que ele é tão amplo e possibilita tantas ações que não conseguimos nem ter a dimensão de todas as atividades que vamos desenvolver juntos”, avalia Margarida de Souza Neves, diretora do Departamento de História da PUC.

Fonte: Portal Fator Brasil

Tempo em manifesto

28 - Setembro - 2008

Pesquisadores debatem os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista
Aline Durães, do Olhar Virtual

“Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder a não ser suas algemas. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todo o mundo, uni-vos!”. Foi com essa conclamação que Karl Marx e Friedrich Engels concluíram, em fevereiro de 1848, o Manifesto do Partido Comunista.

O texto, encomendado pela Liga dos Comunistas a dois dos seus membros mais atuantes para expor as idéias teóricas e práticas do Partido, foi publicado em um contexto de intensas inquietações políticas e sociais. Percorreu o mundo inteiro, foi traduzido em quase todas as línguas e teve importância ímpar na formação e no desenvolvimento da tradição revolucionária de vários países.

Embora tenha sido editado há mais de um século e meio, o documento contém elementos que se mantiveram atuais ao longo do tempo. Considerado por muitos analistas como um texto visionário, o Manifesto, já em 1848, apontava a tendência de mundialização do sistema capitalista, processo esse que viria a se consolidar com a globalização iniciada no século XX.

Não foram poucas, no entanto, as críticas que o texto recebeu ao longo desses 160 anos. Vários argumentos foram utilizados, ideologicamente ou não, para desqualificar as idéias ali veiculadas. Não raro, os críticos tacham o documento de panfletário e teleológico. Afirmam também que a História acabou por desmentir o Manifesto, na medida em que a tomada de poder pelos trabalhadores prevista no texto não se concretizou.

Para refletir sobre as qualidades e os equívocos desse texto, o Olhar Virtual entrevistou Marco Aurélio Santana, coordenador do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ, e Marcelo Braz, professor da Escola de Serviço Social (ESS/UFRJ). Confira aqui.

Sociologia da Fotografia e da Imagem

28 - Setembro - 2008

O fascínio da fotografia sobre todos nós está naquilo que por meio dela nossos olhos visitam em nosso passado, no de nossos antepassados e de nossos contemporâneos. Neste livro, o autor mostra como a Sociologia e, também, a Antropologia podem encontrar em fotografias e imagens indícios de relações sociais, de mentalidades, de formas de consciência social, de maneiras de ver o mundo, de nele viver e de compreendê-lo.

Publicação da Editora Contexto – 208 p, R$ 37,00