No início dos anos 40 observou-se, no Brasil, uma crescente escolarização em nível superior, em muito proporcionada por políticas educacionais implantadas a partir de 1930, que encaminharam contingentes expressivos de mulheres às instituições científicas. A conquista feminina na época acarretou a inserção profissional de diversas mulheres no mundo acadêmico e científico, e a análise desse processo pode fornecer uma nova perspectiva sobre a institucionalização e profissionalização da atividade científica no Brasil.
Para os autores do artigo, a historiografia tem dificuldades para traçar um quadro em que, a partir da década de 40, as mulheres entraram contínua e decisivamente nos laboratórios de pesquisa
Para os autores do artigo, a historiografia tem dificuldades para traçar um quadro em que, a partir da década de 40, as mulheres entraram contínua e decisivamente nos laboratórios de pesquisa
É exatamente isso que pesquisadores do Instituto de Filosofia de Ciências Humanas da Universidade de Campinas e da Casa Oswaldo Cruz da Fiocruz demonstraram em artigo publicado no último volume da revista História, Ciências e Saúde – Manguinhos. O estudo teve como base o exame de quatro revistas científicas publicadas no período entre 1939 e 1969, nas quais se detecta uma significativa presença de artigos femininos, bem como diferenças entre o padrão de publicação entre homens e mulheres: a Anais da Academia Brasileira de Ciência, a Revista Brasileira de Biologia, a Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e a Revista Brasileira de Malariologia e Doenças Tropicais.
Confira o texto completo no site da Fiocruz.