Arquivo da categoria ‘História da Ciência’

Museu caseiro guarda história de games

30 - Setembro - 2008

Na contramão da febre pelos consoles da nova geração, como PlayStation 3, Nintendo Wii e Xbox 360, alguns nostálgicos se dedicam a manter viva a memória dos games clássicos, que fizeram a cabeça dos jovens nas décadas de 70 e 80. O administrador de empresas Marcelo Tavares, 29, que há 22 anos é fanático por jogos eletrônicos, ostenta uma coleção com 203 consoles, cerca de 3.000 jogos e mais de cem acessórios.

São aparelhos como o Telejogo, o Odyssey e o Atari, considerados hoje peças de museu. Segundo ele, mais do que um hábito infanto-juvenil, os games são opção de lazer em todas as idades.

“As crianças que jogavam no passado envelheceram, mas não perderam o hábito. Tenho vários amigos que gostam de jogar após a jornada de trabalho para relaxar um pouco”, afirma.

Gente muito doida

O museu caseiro de Marcelo tem ainda consoles portáteis, máquinas de fliperama, consoles raros que vinham acoplados a TVs e peças importadas dos Estados Unidos e do Japão –”coisa de gente muito doida”.

Para o administrador, que compartilha a paixão pelos games com o filho Fernando, 7, só há uma forma de conservar os aparelhos: testando-os. “Jogo umas três horas por dia. E, apesar de achar que estamos numa geração de muito boa qualidade, procuro reservar a metade do tempo para os aparelhos antigos, que ainda têm seu charme”, diz ele.

Já o empresário curitibano Antonio Borba, 34, preferiu focar mais seus esforços. É dono da maior coleção de Atari do país, segundo o “RankBrasil” (livro dos recordes brasileiros, www.rankbrasil.com.br). O acervo conta hoje com 41 consoles e 1.673 cartuchos do videogame. São 37 Atari 2600, dois Atari 5200 e dois Atari 7800. “Comecei há aproximadamente cinco anos, com o objetivo de relembrar os tempos de infância e adolescência. Comprei um console, alguns cartuchos e logo me vi colecionando para valer.”

Na sala especialmente projetada para guardar os videogames, Antonio instalou um sistema de controle de umidade e temperatura, com o propósito de não danificar os componentes. Para conferir a coleção de Borba, basta acessar tombrazil.magicwebdesign.com.br.

Outro site útil para interessados na história dos videogames é o www.classicgaming.com.br, mantido há dez anos pelo analista de sistemas Norian Munhoz Junior, 35. Na página, apreciadores de games podem encontrar fotos e informações de todas as gerações dos aparelhos. Há também dados sobre a coleção de Norian, atualmente com cerca de 130 consoles, 400 acessórios e 2.900 jogos, e um link para o Clube Canal 3 –grupo on-line que reúne aproximadamente 60 pessoas para trocar idéias, experiências e jogos.

Quem quiser participar do grupo deve enviar uma mensagem em branco para canal-3-subscribe@yahoogrupos.com.br e aguardar instruções por e-mail.

Velho design

Games de hoje, como Grand Theft Auto, ganham design vintage, inspirado no Atari; confira no Minus World; www.the-minusworld.com/2008/09/16/atari-modern-classics

Fonte: Folha online

Peru: múmias de mulheres sacrificadas são achadas

26 - Setembro - 2008
Ossada seria de uma mulher grávida que foi sacrificada em uma tumba pré-Inca, na provincia de Lambayeque

Ossada seria de uma mulher grávida que foi sacrificada em uma tumba pré-Inca, na província de Lambayeque

Arqueólogos no Peru afirmam que acreditam ter encontrado partes da ossada de uma mulher grávida que foi sacrificada em uma tumba pré-Inca na província de Lambayeque, no norte do país.

Apesar de execuções humanas não serem raras nas civilizações pré-hispânicas no Peru, o sacrifício de uma mulher grávida não era comum porque existia uma grande admiração pela fertilidade. No mesmo local, também foram encontrados os corpos de outras nove mulheres.

A tumba em Lambayeque é uma de três descobertas arqueológicas recentes de civilizações pré-hispânicas no Peru. A segunda descoberta fica nas ruínas de Cahuachi, ao sul de Lima.

Cahuachi era um local de cerimônias para a cultura Nazca, entre 300 e 800 d.C. No local, foram encontrados tecidos, cerâmicas e dois corpos que também foram sacrificados para agradar os deuses, segundo arqueólogos.

A terceira descoberta foi nas ruínas de Sacsayhuaman, perto de Cuzco, onde foram encontradas oito tumbas e mais de 20 esqueletos de pessoas que podem também ter sido sacrificadas em rituais.

Fonte:
BBC Brasil

A Máquina do tempo

21 - Setembro - 2008
ébano, latão, marfim e quartzo para viajar pelo tempo; à direita, a capa do novo romance cientifico

Máquina fantástica: ébano, latão, marfim e quartzo para viajar pelo tempo; à direita, a capa do novo romance científico

O assombroso progresso científico deste século não deixou como corolário apenas algumas das mais engenhosas invenções já concebidas pelo homem, como a eletricidade e o telégrafo. Auxiliada pela irrefreável imaginação de alguns escritores, a ciência também fincou raízes na literatura, com a criação de um gênero muito particular, que alguns vêm denominando romance científico – e cujo luminar é Júlio Verne, autor de Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865) e Vinte Mil Léguas Submarinas (1870). Um novo nome, porém, está causando espécie nesse círculo de letras: o do britânico H. G. Wells, de 29 anos. Seu mais novo lançamento, A Máquina do Tempo (William Heinemann and Company Limited publishers, Londres), apresenta o mais fabuloso aparelho já criado no planeta, que permite a um cientista amador londrino viajar ao passado e ao futuro com a mesma facilidade com que hoje se sobe em um bonde elétrico em uma metrópole qualquer.

Não é a primeira vez que viagens no tempo aparecem na literatura – o famoso Conto de Natal, de Charles Dickens, e Um Americano na Corte do Rei Artur, de Mark Twain, já exploraram o tema. Até agora, contudo, todas as incursões eram involuntárias ou fruto de forças sobrenaturais. A “máquina do tempo” de Wells é pioneira por colocar a expedição como resultado da vontade, da ciência e da razão humanas. Valendo-se da teoria de que o tempo é uma quarta dimensão, e que portanto pode ser explorado com os instrumentos adequados, o autor coloca o herói – chamado apenas “viajante do tempo” – em uma jornada de centenas de milhares de anos. O veículo que o catapulta para o futuro é uma máquina fantástica feita de ébano, latão, marfim e quartzo, operada por meio de duas alavancas. Seu funcionamento não é descrito em detalhes – mas o leitor é levado a crer, pela prosa hábil e direta do autor, que a engenhoca é sim verossímil. E isso é suficiente para que uma nova discussão possa ser trazida à baila.

Fonte: Veja na História